Querid@s Guerreir@s
Chega de palhaçada!
Queremos antes de tudo respeito.
Hoje a bronca é minha. Recebi um email de um companheiro do Facebook e vou compartilha-lo. Tirem suas próprias conclusões.
QUE PAÍS É ESSE?
Bronca do Kelson (comentário no DN on line 14/07/2011)
Professores estaduais decidem manter greve, mesmo após ilegalidade
Autor: Kelson RibeiroA justiça desse País é rápida para julgar sentenças contra trabalhadores; nesse caso a dona de olhos vendados pareçe uma senhora de primeiro mundo!!!...a greve dos professores é justíssima, pois a educação desse Estado anda sucateada há décadas...os juízes deveriam visitar uma escola pública...
Bronca em prosa...do profº Lenaldo
A poesia "Não pise no piso" foi escrita pelo professor Lenaldo, da cidade de Pedro Velho/RN.
Clique no título para ver a poesia completa
Não pise no Piso (Profº Lenaldo Francisco)
Chega de palhaçada!
Queremos antes de tudo respeito.
Dignidade é a palavra de ordem para uma educação de qualidade.
Salário e condições de trabalho dignos já!!!
Chute o pau da barraca, desça dos tamancos, não tenha papas na língua e principalmente não tenha medo. Desabafe! "Vomite" todos os sapos engolidos até aqui. Denuncie!
Vale um texto, uma poesia, paródia, vídeo, áudio, imagem.... enfim use sua criatividade para expressar seu descontentamento. Para enviar a sua bronca clique na imagem.
Hoje a bronca é minha. Recebi um email de um companheiro do Facebook e vou compartilha-lo. Tirem suas próprias conclusões.
QUE PAÍS É ESSE?
ATENÇÃO, LEIAM! TEXTO PUBLICADO NO GRUPO DOCUMENTO DITADURA "Paulo Oisiovici Prezados Companheiros: Desculpem-me por ter saído assim, sem avisá-los. Na verdade já estava passando por vários problemas por causa de minha atuação no sindicato de minha categoria, na Associação dos Pequenos Agricultores de Couro de Porco e na mobilização contra a corrupção na cidade (sofrendo, inclusive, ameaças). Quanto a ação de danos morais no valor de R$ 132.000,00 (cento e dois mil reais) movida pela promotora de justiça contra mim, cuja audiência será em 26/07/2011, segue um breve resumo do conteúdo da denúncia feita por mim na Corregedoria Geral do Ministério Público do Estado da Bahia, e da atual situação: |
Bronca do Kelson (comentário no DN on line 14/07/2011)
Professores estaduais decidem manter greve, mesmo após ilegalidade
Autor: Kelson Ribeiro
Bronca em prosa...do profº Lenaldo
A poesia "Não pise no piso" foi escrita pelo professor Lenaldo, da cidade de Pedro Velho/RN.
Clique no título para ver a poesia completa
Não pise no Piso (Profº Lenaldo Francisco)
Tantos anos de estudo
Que o professor passou
Professora Amanda Gurgel desabafa as condições precárias de trabalho dos professores do Rio Grande do Norte, e silencia os deputados presentes em Audiência Pública.
Bronca do Profº Davi
Professor Davi discursa sobre a greve dos professores da rede municipal de Pedro Velho/RN, em assembléia no dia 07/07/2011.
Bronca do Profº Maurício
Professor Maurício desabafa sobre o tratamento tirano e ditadorial dado aos professores pelo prefeito da cidade de Pedro Velho/RN.Assembléia do dia 07/07/2011.


Bronca da Luana
Essa é a bronca da estudante Luana, autora do blog Luana Cristina. Para conhecer o blog clique aqui .
A expectativa é uma lástima perfeita, que por hora nos dá esperança, e por outra nos tira.
Grandes nomes que eu admiro, dignos da repercussão mundial assim como, Albert Einstein, o teórico da relatividade, ou mesmo, um mais próximo como Machado de Assis, pai do realismo, são exemplos de gênios autodidatas, os quais eu enfoco em forte reflexão, cada um de seu modo encontrou suas vocações sem frequentar a escola diariamente. Esses foram um grande espelho pra mim nos últimos meses.
Eu amo a minha escola, foi lá que conheci pessoas realmente preocupadas com meu futuro, que mesmo com poucos instrumentos ao seu favor, contribuíram para a mudança e a absorção de parte do que eu sou hoje. Foi na escola que professores transmitiram eficazmente os vários ângulos da supervivência; o mundo, como ele funciona, de quê nós seres vivos somos constituídos, como se deu nosso presente a partir da complexa história, porque é importante o uso da linguagem, seja o nativo, ou estrangeiro, porque a noção crítica deve ser formada pelos jovens e empregada à sociedade, e muitos valores.
Voltando para a expectativa, e para os gênios, queria destacar minha necessidade contígua. Albert Einstein disse: "O que se aprende antes dos dezoito anos, acredita-se proveniente da experiência.” Eu nunca vou culpar algum insucesso meu aos meus educadores, afinal muito do que eu sei devo a eles.
Voltando para a expectativa, e para os gênios, queria destacar minha necessidade contígua. Albert Einstein disse: "O que se aprende antes dos dezoito anos, acredita-se proveniente da experiência.” Eu nunca vou culpar algum insucesso meu aos meus educadores, afinal muito do que eu sei devo a eles.
Quando eu interpreto essa frase de Einstein imagino que ele queria expressar que o aprendizado é algo multíplice e abarcado no psíquico da mente ao longo da existência; é isso que faz sentido no processo da evolução, por exemplo, pra os homens pré-históricos dominarem o fogo decorreu-se um longo processo de vivência e observação; até a sociedade usar uma forma definitiva de escrita foi preciso muitos séculos e a influência de diversos povos. Para Newton postular suas leis de mecânica se doou quase toda vida. Até a formação do planeta terra se deve a um procedimento contínuo de mudanças e de adaptação.
Toda essa complexidade de palavras, que podem ou não fazer sentido, diz respeito ao sentimento corrompido do qual eu também faço parte.
Afinal o conhecimento nunca será incorporado ao espírito sem total doação e treino, ele é consecutivo, conquistado em todas as esferas, e a formação escolar é de suma importância nesse crescimento. Mas, a dedicação fora da escola substitui muitas vezes esse sentido. Mais como? Até agora eu não entendi onde ficaram minhas opiniões, até onde eu sou parte importante na aparência do governo, e até onde sou importante na realidade que serve a minha situação no que diz respeito à política educacional. Eu vejo muitas leis que protegem meus direitos, porém ao meu mesmo tempo não consigo usar nem uma ao meu favor. Talvez se eu fosse do tipo que vai pra escola só por obrigação eu não me sentisse indignada. O que acontece é que me é imposta uma política discriminatória, na qual a educação é a parte menos respeitada, eu não tenho direito nem de estudar.
Eu penso como seria o nosso presente se os grandes gênios desistissem na primeira vez; até se descobrir a composição do átomo, só por ilustração, foi preciso pesquisa e estudos árduos de muitos físicos e químicos, desde Dalton até Bohr. Então eu não quero dizer que vai ser em um ano que eu vou fazer jus a um aprendizado que deveria ser de uma vida inteira, mas ao mesmo tempo em que conheço minha capacidade, sei que necessito continuar estudando diariamente como antes pra me realizar, só que infelizmente não está mais a meu alcance.
Eu venho me preparando de verdade pra o vestibular desde o momento que escolhi como curso, Direito. Não o escolhi por status, mas porque tenho verdadeiro fascínio pelo ideal de ordem e justiça. Eu não tenho medo de não passar na seleção, eu tenho certeza que um dia eu vou conseguir, porque eu tenho capacidade suficiente. O que tirou minha esperança pra esse ano é que por necessidade meus professores irão pagar as aulas da greve à tarde e noite, justamente as horas que eu “necessito” para me preparar pra minha prova. Sendo assim não há sentimento que revolte e retrate minha indignação, a governadora me tirou os professores e agora me tira o direito de estudar mais uma vez, como eu vou me sentir capaz se não tenho escolha, se sou convicta que irei concorrer com pessoas preparadas intelectualmente, de escolas federais e privadas que não sofreram a interferência da greve?
Eu gostaria de gritar para a excelentíssima governadora que “Eu Não Tenho Culpa da Irresponsabilidade de Ninguém,” seja um problema antigo ou novo, eu não me importo. Não cabe aos governantes resolver os problemas? Onde está a minha necessidade? Ninguém discute isso? Será que existe uma proposta pra mim? Justifique-se porque eu não tenho nenhuma artimanha em mãos, e você trabalha pra mim, ou não?
Eu gostaria de gritar para a excelentíssima governadora que “Eu Não Tenho Culpa da Irresponsabilidade de Ninguém,” seja um problema antigo ou novo, eu não me importo. Não cabe aos governantes resolver os problemas? Onde está a minha necessidade? Ninguém discute isso? Será que existe uma proposta pra mim? Justifique-se porque eu não tenho nenhuma artimanha em mãos, e você trabalha pra mim, ou não?
Sinto muito mais, pelo menos o meu neoliberalismo deixa-me queixar!
Eu sei que lágrimas e lamentos não vão adiantar. “Entendo, perfeitamente, meus professores, eu sei a luta que eles ‘sobrevivem” todos os dias, a lamúria de depender de um estado perverso e cínico. Não julgo meus professores, os admiro. Eles são tão vítimas quanto eu. Mas desejaria sinceramente que tudo isso fosse mentira, um sonho embuste, em que eu pudesse acordar e estudar tranquila para minha prova, preparada como eu quero. Mas infelizmente por esse ano chega! Eu estou cansada de lutar contra o tempo sem nenhuma consideração dos políticos, eu desisto de chorar, de lastimar os prejuízos, de ficar calada enquanto me tiram até o mais simplório dos meus ideais.
Tornando aos autodidatas, muito do que eu sei, eu aprendi estudando em casa. A dedicação realmente se baseia nos sonhos, tudo que é verdadeiramente ambicioso é autêntico e nos dá ferramentas de constantes buscas. Os sonhos deveriam nortear a vida dos mais poderosos para que ao invés de extrair os meus, pudessem nos amoldar em ramos convenientemente castos para alcançarmos a almejada igualdade social, se fosse assim eu não estaria escrevendo isso agora. Essa seria uma solução profícua. Infelizmente está longe...
Eu não sei o que será daqui pra frente. Se o resultado de tamanho esforço, de ficar o dia inteiro na escola será conveniente para o meu futuro. Com certeza não será pra o meu vestibular. Principalmente por que não poderemos aproveitar essas aulas.
Eu torço por cada um dos meus professores, que eles sejam recompensados dignamente e como eles merecem. Minha escola, embora não tenha fama, foi a única que me ofereceu professores preocupados, justos e qualificados, que ensinaram de forma que preenchesse a carência educativa de cada um. Em outras escolas de “boa fama” isso não ocorre, ocorre a preferência, a exclusão!. Eu já estou convencida de que não há nada a fazer, só sofrer essa é minha real situação. E afrontar, para que meus irmãos conheçam uma realidade diferente.
Peço a Deus que a cada dia meu sonho se fortaleça, que eu não me espelhe na ruína que a política impõe, não só a mim, mas a todos os colegas da escola. Peço que Ele não me abandone, nem me Veja como fraca, que Esteja comigo ano que vem com muita honra. Que esse desânimo seja responsável por nutrir minha esperada conquista, que a expectativa da esperança empunhe sempre em minhas ações até o tão sonhado grito.
Luana Cristina
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mas respeitar o outro é um dever.
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